Viabilidade do cultivo biosseguro de camarões em Santa Catarina com controle da mancha-branca

Sérgio Winckler da Costa, Luiz Rodrigo Mota Vicente, Joel Gaspar de Souza, Albertino de Souza Zamparette, Paulo José Padilha

Resumo


Resumo: Como alternativa ao combate do vírus da mancha-branca numa região produtora de camarões marinhos, avaliou-se a aplicação de medidas de biossegurança em dois viveiros com áreas de 0,6ha. Os viveiros, um revestido com geomembrana e outro não, foram povoados com pós-larvas livres de vírus na densidade de 41,6cam m-2 em água esterilizada com 30ppm de cloro. Os cultivos foram sem trocas de água no viveiro revestido e com reposição no viveiro sem revestimento. Observaram-se mortalidades e sinais clínicos da enfermidade da mancha-branca no viveiro sem revestimento aos 67 dias de cultivo. No viveiro revestido a colheita ocorreu após 82 dias, sem mortalidades ou detecção do vírus. Verificou-se a viabilidade econômica do cultivo biosseguro, com receita líquida de R$30.000,00 ha-1 ano-1 e lucro de R$4,80 por quilograma de camarão.

Abstract: The application of biosecurity measures was evaluated in shrimp farming for protection against white spot disease in two 0.6 ha ponds. One pond was covered with liner and another not, and both were populated with post-larvae free of virus at a density of 41.6 shrimps/m2. Ponds were filled with sterile water with 30 ppm chlorine. Shrimps were farmed without water changes in the pond with liner and with water replacement in the pond without liner. Mortalities and clinical signs of white spot disease were observed in the pond without liner after 67 days of rearing. In the pond with liner, harvest occurred after 82 days without mortality or detection of the virus. Biosecurity shrimp farming was economically viable, with net revenue of US$ 12,000.00 / ha / year and net income of US$ 1,92/ kg of shrimp.


Palavras-chave


Cultivo biosseguro; enfermidade da mancha-branca; Litopenaeus vannamei.

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