Sem vírus, mais vigor

Cinthia Andruchak Freitas

Resumo


Desde o início da década de 1990, quando o alho chinês desembarcou no Brasil, os produtores catarinenses vêm perdendo espaço no mercado nacional. A área plantada no País, na época, somava 18 mil hectares e Santa Catarina era o principal produtor, com 4,4 mil hectares cultivados. No último ano agrícola (2014/15), os catarinenses plantaram menos da metade disso: 2.150 hectares, de acordo com dados preliminares do IBGE.

Hoje os brasileiros dão sabor a seus pratos, principalmente, com alho da China e da Argentina, que responde por 67% do abastecimento nacional. Com alto custo de produção e colheitas menores, muitos agricultores abandonaram a atividade por não conseguir competir com o produto importado. O principal vilão dessa história é um complexo de vírus que contamina a semente e derruba o rendimento das lavouras. Pesquisadores afirmam que praticamente toda a semente do alho produzido no Brasil foi infectada por esse complexo viral, em menor ou maior grau, ainda nos primeiros cultivos realizados por aqui.

A contaminação é provocada pela ação de insetos vetores, como pulgões, ácaros e trips, durante o desenvolvimento das plantas na lavoura. “O alho é uma espécie de propagação vegetativa, ou seja, a semente utilizada para plantio das lavouras é o próprio bulbilho – dente do alho – que é colhido e armazenado para uso no ciclo seguinte. Uma única vez que a planta é infectada no campo, esses vírus se perpetuam nas sementes ao longo dos ciclos, impedindo que a planta expresse seu verdadeiro potencial produtivo”, explica Renato Vieira, pesquisador da Epagri/Estação Experimental de Caçador.


Palavras-chave


Alho; vírus

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