Efeitos da poda outonal em variedades de uvas para processamento no estado de Santa Catarina

Autores

DOI:

https://doi.org/10.52945/rac.v35i1.1190

Palavras-chave:

Vitis labrusca, antecipada, outono, inverno

Resumo

Este trabalho objetivou avaliar o comportamento fenológico e produtivo de variedades precoces de uvas para processamento podadas antecipadamente no outono, quando comparadas ao inverno em Santa Catarina. As variedades foram SCS Paulina, Isabel Precoce e Concord Clone 30, avaliadas em Videira, SC, nas safras de 2015 a 2018. As podas de outono foram realizadas entre meados de abril e maio, e a de inverno em meados de agosto. Avaliaram-se a fenologia das plantas, a produtividade estimada por hectare, o pH, o teor de sólidos solúveis e a acidez total das uvas. Todas as variedades apresentaram início de brotação antecipada quando podadas no outono. Para ‘SCS Paulina’ e ‘Isabel Precoce’ a diferença do início da brotação manteve uma média de 2 dias. Para ‘Concord Clone 30’ ocorreu uma antecipação de 6 dias em todas as safras. Para ‘Isabel Precoce’, as plantas podadas no outono obtiveram menor produtividade em relação às podadas no inverno, independente da safra. A época de poda não afetou a produtividade das variedades SCS Paulina e Concord Clone 30, bem como não apresentou influência sobre a qualidade físico-química das uvas para todas as variedades estudadas.

Biografia do Autor

André Luiz Kulkamp de Souza, Epagri - Estação Experimental de Videira-SC

Possui graduação em Agronomia pela Faculdade de Agronomia Eliseu Maciel (UFPel), foi bolsista da CAPES em nível de mestrado e CNPq em doutorado no Programa de Pós-Graduação em Agronomia, Universidade Federal de Pelotas (PPGA/UFPEL), na área de concentração em Fruticultura de Clima Temperado. Foi extensionista Rural da Ascar/Emater de 2011 a 2014. Desde 2014 é pesquisador da área de fitotecnia na Epagri - Estação Experimental de Videira-SC com o desenvolvimento das seguintes linhas de pesquisa: sistemas de condução mecanizáveis, variedades resistentes, avaliação de cultivares, produção de mudas, porta-enxertos e tratos culturais de videira, pessegueiro e ameixeira.

Angélica Bender, Programa de Fruticultura de Clima Temperado na Universidade Federal de Pelotas,

Possui graduação em Viticultura e Enologia pela Universidade Federal de Pelotas no ano de 2013. Mestrado em Agronomia no programa de Fruticultura de Clima Temperado na Universidade Federal de Pelotas. Atuou como professora substituta no curso Superior de Tecnologia em Viticultura e Enologia no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul Riograndense Campus Pelotas- Visconde da Graça de março de 2015 a março de 2017. Doutora em Agronomia no programa de Fruticultura de Clima Temperado na Universidade Federal de Pelotas.

Referências

BACK, A.J.; BRUNA, E.D.; DALBÓ, M.A. Mudanças climáticas e a produção de uva no Vale do Rio do Peixe, SC. Revista Brasileira de Fruticultura. Jaboticabal, v.35, n.1, p.159-169, 2013.

BRIXNER, G.F.; SCHÖFFEL, E.R.; LAGO, I.; RADÜNZ, A.L.; KRÜGER, A.P. Risco de geada e duração dos subperíodos fenológicos da ‘Cabernet Sauvignon’ na região da Campanha. Revista Brasileira de Engenharia Agrícola e Ambiental, v.18, n.2, p.217- 224, 2014. DOI: https://doi.org/10.1590/S1415-43662014000200013

HIDALGO, L. Tratado de Viticultura General. 3. ed. Madrid: Mundi-Prensa, 2002. 1.238 p.

MACIEL, S.M.; SANTOS, A.C.M.M dos; Manzke, E.M.; KONH, R.A.G.; MALGARIM, M. Fenologia e caracterização do mosto de Tannat submetida a diferentes épocas de poda seca. Revista Brasileira de Viticultura e Enologia, n.10, p.38-45, 2018.

NEIS, S.; REIS, E.F. dos; SANTOS, S.C. Produção e qualidade da videira cv. Niágara Rosada em diferentes épocas de poda no sudoeste goiano. Revista Brasileira de Fruticultura, v. 32, n. 4, p. 1146-1153, 2010.

PARKER, A.K.; GARCÍA DE CORTÁZAR-ATAURI, I.; GÉNY, L.; SPRING, J.L.; DESTRAC, A.; SCHULTZ, H.; MOLITOR, D.; LACOMBE, T.; GRAÇA, A.; MONAMY, C.; STOLL, M.; STORCHI, P.; TROUGHT, M.C.T.; HOFMANN, R.W.; VAN LEEUWEN, C. Temperature-based grapevine sugar ripeness modelling for a wide range of Vitis vinifera L. cultivars. Agricultural and Forest Meteorology, p. 285–286, 2020. DOI: https://doi.org/10.1016/j.agrformet.2020.107902.

PERUZZO, S.; MARCHI, V. de V.; SANTOS, H.P. dos; FIALHO, F.B. Conference: IV Salão de Iniciação Científica e Inovação Tecnológica - IFRS/BG, 2014, p. 1-6.

REYNIER, A. Manual de Viticultura. 6. ed. Madrid: Mundi-Prensa, 2002. 498p.

TESSER, P.A.; PAULETTI, G.F. Épocas de poda seca e sua influência na brotação, produção e qualidade das uvas Cabernet Sauvignon e Isabel. Revista Brasileira de Viticultura e Enologia, n.12, p.10-18, 2020.

WÜRZ, D.A.; BEM, B.P. de; ALLEBRANDT, R.; CANOSSA, A.T.; REINEHR, J.; KRETZSCHMAR, A.A.; RUFATO, L. Panorama da comercialização de suco de uva no Brasil. Revista Agronomia Brasileira, Jaboticabal, v.1, p. 1-3, 2017. DOI: https:// doi.org/10.29372/rab201708.

ZENARO, M. A região catarinense do Alto Vale do Rio do Peixe e a cadeia vitivinícola como alternativa de desenvolvimento: uma revisão. Revista de Administração, Contabilidade e Economia, v. 9, n. 1-2, p. 53-66, 2010.

Downloads

Publicado

2022-04-19

Como Citar

de Souza, A. L. K., & Bender, A. . (2022). Efeitos da poda outonal em variedades de uvas para processamento no estado de Santa Catarina. Agropecuária Catarinense, 35(1), 73-78. https://doi.org/10.52945/rac.v35i1.1190

Edição

Seção

Artigo Científico

Artigos Semelhantes

Você também pode iniciar uma pesquisa avançada por similaridade para este artigo.