Flutuação populacional de tripes em armadilhas Moericke de diferentes cores em cultivo de morangueiro semi-hidropônico

Autores

  • Janaína Pereira dos Santos Epagri/Estação Experimental de Caçador, Santa Catarina, Brasil. http://orcid.org/0000-0003-1480-9807
  • Anderson Fernando Wamser Epagri - Estação Experimental de Caçador
  • Janice Valmorbida Epagri - Estação Experimental de Caçador
  • Juracy Caldeira Lins Junior Epagri - Estação Experimental de Caçador
  • Marcelo Mendes de Haro Epagri - Estação Experimental de Itajaí

DOI:

https://doi.org/10.52945/rac.v36i2.1554

Palavras-chave:

Fragaria x ananassa, Thysanoptera, monitoramento, manejo integrado de pragas

Resumo

Os tripes são importantes insetos-praga do morangueiro e o uso de armadilhas para a captura e o monitoramento destes insetos é um método prático e de baixo custo. Este estudo objetivou avaliar a flutuação populacional e a eficiência de armadilhas coloridas do tipo Moericke na captura de tripes em cultivo semi-hidropônico de morangueiro San Andreas, em Caçador, SC. As coletas dos tripes ocorreram de outubro de 2019 a outubro de 2021, utilizando-se armadilhas Moericke feitas com bacias de coloração branca, amarela e azul. As armadilhas foram distribuídas completamente ao acaso, com quatro repetições por cor, dispostas na mesma altura da bancada de cultivo. Para a contagem dos tripes, amostras de 20mL de água foram coletadas semanalmente do fundo de cada bacia. Os dados foram transformados em ln(x) e as médias comparadas pelo teste de Tukey (p≤0,05). Os dados de contagem e as variáveis meteorológicas foram submetidos à análise de correlação de Pearson (p≤ 0,01 e 0,05) pelo teste t de Student. A população de tripes aumenta no início da primavera (setembro e outubro), com picos populacionais no verão (janeiro, fevereiro e março). Em julho a população reduz em função da diminuição das temperaturas. A armadilha de coloração azul foi a mais eficiente na captura de tripes. O monitoramento semanal dos tripes com armadilha do tipo Moericke permite observar os picos populacionais e auxilia na tomada de decisão de controle da praga em cultivo de morangueiro semi-hidropônico.

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Biografia do Autor

Janaína Pereira dos Santos, Epagri/Estação Experimental de Caçador, Santa Catarina, Brasil.

Possui graduação em Agronomia pela Universidade do Estado de Santa Catarina (2001), Mestrado (2005) e Doutorado (2013) em Fitotecnia/Entomologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Desde 2004 atua como Pesquisadora na Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina S.A., Estação Experimental de Caçador, SC. Desde 2006 atua como professora na Universidade Alto Vale do Rio do Peixe - UNIARP (anteriormente Fundação Universidade do Contestado). Pesquisadora colaboradora e participante de vários projetos de pesquisa multiinstitucionais entre EPAGRI, EMBRAPA, UDESC, UFRGS entre outras. 

Anderson Fernando Wamser, Epagri - Estação Experimental de Caçador

Possui graduação em Agronomia pela Universidade do Estado de Santa Catarina - UDESC (1999), mestrado em Fitotecnia/Plantas de Lavoura/Fisiologia e Manejo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS (2002) e doutorado em Agronomia (Produção Vegetal) pela Universidade Estadual Paulista "Julio de Mesquita Filho" - UNESP (2014) com período sanduíche na Universidad de Almería - UAL, Espanha. Atualmente é pesquisador em ciências agrárias da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina - EPAGRI e professor no curso de Agronomia da Universidade do Alto Vale do Rio do Peixe - UNIARP.

 

Janice Valmorbida, Epagri - Estação Experimental de Caçador

Possui graduação em Agronomia pela Universidade do Estado de Santa Catarina (2001), mestrado em Agronomia (Horticultura) pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (2003) e doutorado em Agronomia (Horticultura) pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (2007). Atualmente é pesquisadora da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina , atuando principalmente em Olericultura, com pesquisas direcionadas à produção Integrada de Tomate e cultivo de morango em sistema semi-hidropônico .

Juracy Caldeira Lins Junior, Epagri - Estação Experimental de Caçador

Possui graduação em Agronomia pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (2007), mestrado em Agronomia (Entomologia) pela Universidade Federal de Lavras (2010) e doutorado em Agronomia (Entomologia) pela Universidade Federal de Lavras (2014). Atualmente é pesquisador da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina e professor de Entomologia no curso de Agronomia da Universidade Alto Vale do Rio do Peixe. Tem experiência na área de Agronomia, com ênfase em Entomologia, atuando principalmente nos seguintes temas: controle biológico, manejo integrado de pragas e produção de insetos comestíveis.

Marcelo Mendes de Haro, Epagri - Estação Experimental de Itajaí

Possui graduação em Agronomia pela Universidade Federal de Lavras (2008), mestrado em Agronomia (Entomologia) pela Universidade Federal de Lavras (2011) e doutorado em Entomologia pela Universidade Federal de Lavras (2014). Possui PhD pela Lancaster University, Reino Unido (2011-2015). Foi Pós Doutor Junior pelo CNPq no Departamento de Entomologia da Universidade Federal de Viçosa (2014-2015). Atualmente é pesquisador da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina. Tem experiência na área de Agronomia, com ênfase em Entomologia Agrícola, atuando principalmente nos seguintes temas: inimigos naturais, controle biológico conservativo, ecologia de redes tróficas, ecologia química, comportamento de insetos, agricultura orgânica e manejo integrado de pragas.

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Publicado

2023-07-21

Como Citar

dos Santos, J. P., Wamser, A. F., Valmorbida, J., Caldeira Lins Junior, J., & Mendes de Haro, M. (2023). Flutuação populacional de tripes em armadilhas Moericke de diferentes cores em cultivo de morangueiro semi-hidropônico. Agropecuária Catarinense, 36(2), 29–33. https://doi.org/10.52945/rac.v36i2.1554

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