Chuvas intensas para projetos de conservação do solo e da água no estado de Santa Catarina

Autores

  • Álvaro José Back Epagri/Estação Experimental de Urussanga
  • Leandro do Prado Wildner Epagri/Cepaf, Chapecó, SC
  • Jóri Ramos Pereira Unesc/ Criciúma, SC

DOI:

https://doi.org/10.52945/rac.v34i2.1140

Palavras-chave:

erosão, drenagem agrícola, terraceamento

Resumo

Para o dimensionamento de estruturas para conservação do solo e água é imprescindível conhecer o valor da chuva intensa de cada local.  O presente trabalho teve como objetivo determinar o valor representativo das chuvas intensas a ser usado em projetos de conservação do solo e água para todos os municípios do estado de Santa Catarina. Foram utilizadas séries históricas de 162 estações pluviométricas que possuíam mais de 30 anos de dados, incluindo o período após o ano 2000. Para cada estação foram ajustados os parâmetros da distribuição GEV e Gumbel. Com a distribuição que apresentou melhor ajuste foram estimados os valores de chuva máxima com período de retorno de 10 anos. Estes dados foram espacializados, usando o método da Krigagem, e obtidos os valores médios representativos para cada município catarinense. Os resultados mostram uma variação espacial da chuva intensa no estado, com maiores valores nas Regiões do Extremo Oeste, Litoral Centro e Litoral Norte, e menores no Alto Vale do Itajaí. Para o período de retorno de 10 anos a chuva máxima diária variou de 104,9 a 157,1mm, enquanto a intensidade da chuva com duração de 15 minutos variou de 93,2 a 139,5mm h-1.

Biografia do Autor

Álvaro José Back, Epagri/Estação Experimental de Urussanga

Epagri/ Estação Experimental de Urussanga, Urussanga, SC

Leandro do Prado Wildner, Epagri/Cepaf, Chapecó, SC

Engenheiro Agrônomo, MSc em Agronomia,  pesquisador da Empresa de Pesquisa Agropecuária E de Extensão Rural de Santa Catarina S A

Jóri Ramos Pereira, Unesc/ Criciúma, SC

Engenheiro Agrimensor, MSc em Ciências Ambientais, Centro de Engenharia e Geoprocessamento, Parque Cientifico e tecnológico, Universidade do  Extremo Sul Catarinense

Referências

ANA - AGÊNCIA NACIONAL DE ÁGUAS. Hidroweb: sistemas de informações hidrológicas. 2020. Disponível em: http:// hidroweb.ana.gov.br. Acesso em: 24 Jun. 2020.

ALMEIDA, C.O.S.; AMORIM, R.S.S.; ELTZ, F.L.F.; COUTO, E.G.; JORDANI, S.A. Erosividade da chuva em municípios do Mato Grosso: Distribuição sazonal e correlações com dados pluviométricos. Revista Brasileira de Engenharia Agrícola e Ambiental, v.16, n. 2, p.142- 152, 2012. DOI: https://doi.org/10.1590/S1415-43662012000200003.

ALVES SOBRINHO, T.; PERTUSSATTI, C.A.; REBUCCI, L.C.S.; OLIVEIRA, P.T.S. de; Estimativa da erosividade local das chuvas, utilizando redes neurais artificiais. Revista Ambiente & Água, v.6, n. 2, p.246-254, 2011. DOI: http://dx.doi.org/10.4136/ambi-agua.197

ASAE Standards. S268.5 JAN2012. Design, Layout, Construction and Maintenance of Terrace Systems. American Society of Agricultural Engineers, St. Joseph, Michigan. 2012. 10p.

BERTONI, J.; LOMBARDI NETO, F. Conservação do solo. São Paulo: Ícone, 2012. 335p.

BACK, Á.J.; POLETO, C. Distribuição espacial e temporal da erosividade das chuvas no estado de Santa Catarina, Brasil. Revista Brasileira de Climatologia, v.22, p.381-403, 2018. DOI: http://dx.doi.org/10.5380/abclima.v22i0.56914

BACK, Á.J. Chuvas intensas e chuva para dimensionamento de estruturas de drenagem para o Estado de Santa Catarina (com programa HidroChuSC para cálculos). Florianópolis, Epagri. 2013. 193p.

BACK, Á.J. Frequência de chuvas em Santa Catarina. Tecnologia e Ambiente, Criciúma, v.7, n.2, p.63-72, 2001.

BACK, Á.J.; MIGUEL, L.P.; ZAMBRANO, G.J.D.; LADWIG, N.I. Variação espacial da chuva máxima diária no estado de Santa Catarina. Revista Iniciação Científica, Criciúma, v. 14, n. 1, p.59-72. 2016.

BESKOW, S.; CALDEIRA, T.L.; MELLO, C.R., FARIA L.C.; GUEDES, H.AS. Multiparameter probability distributions for heavy rainfall modeling in Extreme Southern Brazil. Journal of Hydrology: Regional Studies, v.4, p.123–133, 2015.

DOI: https://doi.org/10.1016/j.ejrh.2015.06.007

CETESB – COMPANHIA DE TECNOLOGIA DE SANEAMENTO AMBIENTAL. Drenagem urbana: manual de projetos. São Paulo. DAEE/CETESB, 1986. 466p.

COAN, B.D.P.; BACK, Á.J.; BONETTI, A.V. Precipitação mensal e anual provável no estado de Santa Catarina. Revista Brasileira de Climatologia, v.15, p.122- 142, 2014. DOI: http://dx.doi.org/10.5380/abclima.v15i0.38348

CRUCIANI, D.E. A drenagem na agricultura. São Paulo: Ed. Nobel, 1989. 337p.

DE MARIA, I.C.; DRUGOWICH, M.I.; BORTOLETTI, J.O.; VITTI, A.C.; ROSSETTO, R.; FONTES, J.L.; TCATCHENCO, J.; MARGATHO, S.F. Recomendações gerais para a conservação do solo na cultura da cana-de-açúcar. Campinas: Instituto Agronômico, Campinas, 2016. 100p. (Série Tecnologia APTA. Boletim Técnico IAC, 216).

DENARDIN, J.E.; KOCHHANN, R. A.; FLORES, C.A.; FERREIRA, T.N.; CASSOL, E.A.; MONDARDO, A.; SCHWARZ, R.A. Energia da gota de chuva e da enxurrada. In: DENARDIN, J.E.; KOCHHANN, R.A.; FLORES, C.A.; FERREIRA, T.N.; CASSOL, E.A.;

MONDARDO, A.; SCHWARZ, R.A. Manejo da enxurrada em Sistema Plantio Direto. Porto Alegre: Fórum Estadual de Solo e Água, 2005. p.37-42.

EPAGRI. Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina. Banco de dados de variáveis ambientais de Santa Catarina. Florianópolis: Epagri, 2020. 20p. (Epagri. Documentos, 310).

FILLIBEN, J.J. The probability plot correlation coefficient test for normality. Technometrics. v.17, p.11-117, 1975.

GRIEBELER, N.P.; PRUSKI, F.F.; MARTINS JUNIOR, D.; SILVA, D.D. Avaliação de um modelo para a estimativa da lâmina máxima de escoamento superficial. Revista Brasileira de Ciência do Solo, Viçosa, v.25, n.2, p.411-417, 2001.

GOTARDO, R.; PIAZZA, G.A.; TORRES, E.; SEVERO, D.L.; KAUFAMANN, V. Distribuição espacial e temporal das chuvas no estado de Santa Catarina. Geosul, Florianópolis, v.33, n.67, p.253-276, 2018. DOI: https://doi.org/10.5007/2177-5230.2018v33n67p253

HOSKING, J.R.M. L-moments: Analysis and Estimation of Distributions using Linear Combinations of Order Statistic. Journal of the Royal Statistical Society Series B, v.52, n.1, p.105-124, 1990.

KESSLER, J; RAAD, S.J. Análisis de dados pluviométricos. In: INTERNATIONAL FOR LAND RECLAMATION AND IMPROVEMENT. Principios y aplicaciones del drenaje. Wageningen, 1978. Publication 16, v.3, p.16-57.

KITE, G.W. Frequency and risk analyses in Hydrology. Water Resources publications. Colorado. 1978. 224 p.

LAFLEN, J.M.; MOLDENHAUER, W.C. Pioneering Soil Erosion Prediction: the USLE Story. WASWC, Thailand, 2003. 54p. (WASWC Special Publication n.1).

MARQUES, R. F. DE P.V.; MELLO, C.R.; SILVA, A. M.; CAMILA SILVA FRANCO, C.S.; OLIVEIRA, A.S. Desempenho de distribuições de probabilidades aplicadas a eventos extremos de precipitação diária. Ciênc. Agrotec., Lavras, v.38, n.4, p.335-342, 2014. DOI: https://doi.org/10.1590/S1413-70542014000400003.

MARRA, F.; MORIN, E.; PELEG, N.; MEI, Y.; ANAGNOSTOU, E.N. Intensity–duration–frequency curves from remote sensing rainfall estimates: comparing satellite and weather radar over the eastern Mediterranean. Hydrol. Earth Syst. Sci., v. 21, n.5, p. 2389–2404, 2017. DOI: https://doi.org/10.5194/hess-21-2389-2017

MISTRY, P. B.; SURYANARAYANA, M. V. Estimation of Annual One Day Maximum Rainfall using Probability Distributions for Waghodia Taluka, Vadodara. Global Research and Development Journal for Engineering, p.296-300, 2019.

MONTEIRO, M. A. Caracterização climática do estado de Santa Catarina: uma abordagem dos principais sistemas atmosféricos que atuam durante o ano. Geosul, Florianópolis, v.16, n.31, p. 69-78, 2001.

MONTEIRO, M.A.; FURTADO, S.M.de A. O clima no trecho Florianópolis – Porto Alegre: uma abordagem dinâmica. Geosul, n.19/20, p.116 – 133, 1995.

NAGHETTINI, M.; PINTO, E.J.A. Hidrologia Estatística. Belo Horizonte: CPRM, 2007. 552p.

ORSELLI, L. Clima. In: Atlas de Santa Catarina. Rio de Janeiro: Secretaria de Estado de Coordenação Geral e Planejamento, 1991. 96p.

RAMIREZ CRUZ, H.; VELASCO, O. L.; CASTILLO, L.A.I. Estimación mensual de intensidad de la lluvia en 30 minutos a partir de datos pluviométricos. Terra Latinoamericana, v.33, n.2, p.151-1159, 2015.

REBOITA, M. S.; GAN, M. A, ROCHA, R. P.; AMBRIZI, T. Regimes de precipitação na América do Sul: Uma revisão bibliográfica. Revista Brasileira de Meteorologia, v.25, n. 2, p.185-204, 2010.

SCHWAB, G.O.; FREVERT, R.K.; DMINSTER, T.W. & BARNES, K.K. Soil and water conservation engineering. 2.ed. New York: John Wiley, 1966. 683p. (The Ferguson Foundation Agricultural Engineering Series).

Downloads

Publicado

2021-08-24

Como Citar

Back, Álvaro J., Wildner, L. do P., & Pereira, J. R. (2021). Chuvas intensas para projetos de conservação do solo e da água no estado de Santa Catarina. Agropecuária Catarinense, 34(2), 65-72. https://doi.org/10.52945/rac.v34i2.1140

Edição

Seção

Artigo Científico