Formulações de fosfitos para o controle de cancro europeu da macieira

Autores

DOI:

https://doi.org/10.52945/rac.v35i2.1457

Palavras-chave:

Malus domestica, Neonectria ditissima, doenças da macieira, indução de resistência, manejo integrado

Resumo

 O objetivo do presente estudo foi avaliar o efeito de diferentes formulações de fosfitos para o controle do cancro europeu da macieira (CEM). No estudo in vitro os produtos foram incorporados em meio BDA (Batata-Dextrose-Ágar) e o desenvolvimento de Neonectria ditissima foi avaliado. Frutos e mudas de macieira foram feridos e, em seguida, foram
tratados e inoculados com N. ditissima em laboratório e casa-de-vegetação, respectivamente. Plantas de macieira ‘Gala’ receberam cinco tratamentos com fosfitos em diferentes estágios fenológicos para proteção da infecção natural de N. ditissima a campo. Todos os fosfitos in vitro afetaram negativamente o desenvolvimento de N. ditissima. Os tratamentos fosetil al (51 e 30%), fosfito de potássio 0-40-20 (44 e 37%) e captana (30 e 13%) reduziram a incidência de podridões e diâmetro de lesões em frutos. Em casa-de-vegetação todos os tratamentos apresentaram altos índices de controle sobre a incidência do CEM (17 a 100%) e redução do tamanho de lesão (58 a 100%) com exceção ao fosetil al. Em condições de campo, todos os tratamentos reduziram o número de cancros (48 a 88%), com exceção ao fosetil al e o fosfito de potássio 0-40-20. Em suma, os fosfitos reduzem os sintomas do CEM a níveis comparáveis aos fungicidas padrões captana e fosetil al, embora a formulação e a marca
comercial devam ser consideradas.

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Biografia do Autor

  • Leonardo Araujo, Epagri / Estação Experimental de São Joaquim

    Leonardo Araujo possui graduação em Agronomia e mestrado em Recursos Genéticos Vegetais pela UFSC e Doutorado e Pós-Doutorado em Fitopatologia pela UFV. Atualmente, é pesquisador na Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina na estação experimental de São Joaquim, onde desenvolve pesquisas com doenças de fruteiras de clima temperado.

  • Felipe Augusto Moretti Ferreira Pinto, Epagri/ Estação Experimental de São Joaquim

    Felipe A. M. F. Pinto possui graduação em Agronomia, mestrado e doutorado em Agronomia/Fitopatologia pela Universidade Federal de Lavras. Atualmente, é Gerente de Pesquisa na Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina, atuando na Estação Experimental de São Joaquim, desenvolvendo pesquisas com doenças de fruteiras de clima temperado.

  • James Matheus Ossacz Laconski, Faculdades do Centro do Paraná

    James M. O. Laconski é graduado em Engenharia Agronômica pela Faculdades do Centro do Paraná e especialista em Docência no Ensino Superior. Atualmente é professor do curso de Engenharia Agronômica da Faculdade Integrada do Vale do Ivaí (Univale) e realiza Mestrado em agronomia, área de concentração em produção vegetal, pela Universidade Estadual do Centro-Oeste.

  • Paulo Henrique da Silva Nogueira, Faculdades do Centro do Paraná

    Paulo H. S. Nogueira é Engenheiro Agrônomo, graduado pela Faculdades do Centro do Paraná - UCP (Pitanga-PR). Realizou seu estágio de conclusão de curso no laboratório de Fitopatologia da EPAGRI de São Joaquim. Especialista em Docência do Ensino Superior pela faculdade São Luís, Agronegócios Mercado e Sustentabilidade e Gestão de Agronegócios pela Faculdade Intervale.

  • Gustavo dos Santos Padilha, Unibave- Centro Universitário Barriga Verde

    Gustavo S. Padilha é Engenheiro Agrônomo, graduado pela Centro Universitário Barriga Verde (Unibave). Realizou seu estágio de conclusão de curso no laboratório de Fitopatologia da EPAGRI de São Joaquim. Atualmente é empresário no ramo de maçã e responsável técnico de pomares na região de São Joaquim/SC.

  • Paulo Eduardo Rocha Eberhardt, Unibave- Centro Universitário Barriga Verde

    Paulo E. R. Eberhardt possui graduação em Agronomia, mestrado e doutorado em Ciência e Tecnologia de Sementes pela Universidade Federal de Pelotas. Atualmente é professor de ensino superior da Fundação Educacional Barriga Verde. Tem experiência na área de Agronomia, atuando principalmente nos seguintes temas: semente, feijão, vigor, genótipos e vigna.

Referências

ARAÚJO, L.; BORSATO, L.C.; VALDEBENITO-SANHUEZA, R.M.; STADNIK, M.J. Fosfito de potássio e ulvana no controle da mancha foliar da gala em macieira. Tropical Plant Pathology, Lavras, v.33, n.2, p. 74-80, 2008. DOI: https://doi.org/10.1590/S1982-56762008000200009.

ARAUJO, L.; VALDEBENITO-SANHUEZA, R.M.; STADNIK, M.J. Avaliação de formulações de fosfito de potássio sobre Colletotrichum gloeosporioides in vitro e no controle pós-infeccional da mancha foliar de Glomerella em macieira. Tropical Plant Pathology, Lavras, v.35, n.1, p. 054-059, 2010. DOI: https://doi.org/10.1590/S1982-56762010000100010.

ARAUJO, L.; BISPO, W.M.S.; RIOS, V.S.; FERNANDES, S.A.; RODRIGUES, F.A. Induction of the phenylpropanoid pathway by acibenzolar-smethyl and potassium phosphite increases mango resistance to Ceratocystis fimbriata infection. Plant Disease, Minneapolis, v.99, n.4, p.447-459, 2015. DOI: http://dx.doi.org/10.1094/PDIS-08-14-0788-RE.

ARAUJO, L.; MEDEIROS, H. A. Principais doenças e seu controle. In: SEZERINO, A.A. (Org.) Sistema de produção para a cultura da macieira em Santa Catarina. Florianópolis: Epagri, 2018. 136p. (Sistema de produção, 50). Disponível em: https://www.epagri.sc.gov.br/index.php/solucoes/publicacoes/sistema-de-producao/. Acesso em: 14 mar. 2020.

ARAUJO, L.; PINTO, F.A.M.F.; VIEIRA J.S. Situação do cancro europeu no Brasil. In: S.A.M. ALVES, A.B.C. CZERMAINSKI (Eds.), O cancro europeu no Brasil, (1st ed., pp. 33–42). Brasília, DF, Brazil: Embrapa, 2019.

ARAUJO, L., PINTO, F.A.M.F., VIEIRA, J.S., PASA, M.S., VALDEBENITO-SANHUEZA, R.M., STADNIK, M.J. Uso de bioestimulantes para o manejo da Sarna da Macieira em pomares. Agropecuária Catarinense, Florianópolis, v.33, n.3, p.60-66, 2020. DOI: https://doi.org/10.52945/rac.v33i3.751.

CEPA- Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola. Síntese anual da agricultura de Santa Catarina 2018-2019. Epagri (Ed.), Florianópolis, p. 200. Disponível em: https://docweb.epagri.sc.gov.br/website_cepa/publicacoes/Sintese_2018_19.pdf. Acesso em: 11 fev. 2022.

DALIO, R.J.D.; RIBEIRO JUNIOR, P.M.; RESENDE, M.L.V.; SILVA, A.C.; BLUMER, S.; PEREIRA, V.F.; OSWALD, W.; PASCHOLATI, S.F.P. O triplo modo de ação dos fosfitos em plantas. Revisão Anual de Patologia de Plantas, Passo Fundo, v.20, p.206-243, 2012.

FELIPINI, R.B.; BONETI, J.I.; KATSURAYAMA, Y.; NETO, A.C.R.; VELEIRINHO, B.; MARASCHIN, M.; DI PIERO, R.M. Apple scab control and activation of plant defence responses using potassium phosphite and chitosan. European Journal Plant Pathology, Switzerland, v.145, n.1, p.929–939, 2016. DOI: http://dx.doi.org/10.1007/s10658-016-0881-2.

HAILEY, L.E.; PERCIVAL, G.C. Comparative assessment of phosphite formulations for apple scab (Venturia inaequalis) control. Arboriculture & Urban Forestry, Atlanta, v.40, n.4, p.237–243, 2014. DOI: https://doi.org/10.48044/jauf.2014.024.

R CORE TEAM. R: A Language and Environment for Statistical Computing. Vienna, Austria: R Foundation for Statistical Computing, 2018. Disponível em: https://www.R-project.org. Acesso em: 01 out. 2021.

REUVENI, M.; SHEGLOV, D.; COHEN, Y. Control of moldy-core decay in apple fruits by β-aminobutyric acids and potassium phosphites. Plant Disease, Minneapolis, v.87, n.8, p.933-936, 2003. DOI: https://doi.org/10.1094/PDIS.2003.87.8.933.

SMITH, J.T.; WALTER, M.; CAMPBELL, R.E.; TURNER, L. Can phosphorous acid be used to control Neonectria ditissima in New Zealand grown apples? New Zealand Plant Protection, Auckland, v.72, p.117-122, 2019. DOI: https://doi.org/10.30843/nzpp.2019.72.279.

SPOLTI, P.; VALDEBENITO-SANHUEZA, R.M.; CAMPOS, A.D.; DEL PONTE, E.M. Modo de ação de fosfitos de potássio no controle da podridão olho de boi em maçã. Summa Phytopathologica, Botucatu, v.41, n.1, p.42-48, 2015. DOI: https://doi.org/10.1590/0100-5405/1982.

Downloads

Publicado

31-08-2022

Edição

Seção

Artigo Científico

Como Citar

Formulações de fosfitos para o controle de cancro europeu da macieira. (2022). Agropecuária Catarinense, 35(2), 37-43. https://doi.org/10.52945/rac.v35i2.1457