Incidência de insetos e produtividade de soja em sistemas de produção sustentável e convencional no Meio Oeste Catarinense
DOI:
https://doi.org/10.52945/rac.v38i2.2029Palavras-chave:
Glycine max L., sustentabilidade, manejo integrado de pragasResumo
O Brasil é o maior produtor e exportador mundial de soja, e esse cenário promissor pode ser mantido caso sejam adotados sistemas sustentáveis de produção, que atendam as necessidades do mercado consumidor atual. Este trabalho objetivou comparar a incidência de insetos-praga e inimigos naturais, o número de aplicações de inseticidas e o rendimento de grãos em áreas de soja conduzidas em sistemas de produção sustentável e convencional, no Meio Oeste Catarinense. O estudo foi realizado nos anos agrícolas de 2018, 2019, 2020 e 2021. No sistema sustentável foi adotado o Manejo Integrado de Pragas (MIP), com aplicação de inseticidas quando as pragas atingiram o nível de controle, enquanto que no sistema convencional o manejo de pragas foi realizado de maneira profilática (pulverizações de inseticidas a cada 15 dias). Insetos-praga e inimigos naturais foram monitorados semanalmente nos dois sistemas com pano de batida do estágio V4 até a pré-colheita, e a produtividade mensurada na maturação fisiológica. A incidência de Spodoptera spp. e percevejos foi maior no sistema sustentável nas safras 2018/19 e 2020/21, no entanto a ocorrência de inimigos naturais também foi superior em três das quatro safras avaliadas em consequência da redução de 86% na pulverização de inseticidas verificada no referido sistema. A produtividade obtida no sistema sustentável se mostrou similar ou superior ao convencional em três das quatro safras avaliadas, demonstrando que sistemas sustentáveis de produção, onde é adotado o MIP, podem prover rendimentos satisfatórios, aliado à menor impacto ambiental.
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