Estádio de maturação para colheita de maçãs ‘SCS426 Venice’

Autores

  • Karyne Souza Betinelli Bolsista FIEPE/CAV, Epagri/Estação Experimental de Caçador
  • Mariuccia Schlichting De Martin Epagri/Estação Experimental de Caçador
  • Luiz Carlos Argenta Epagri/Estação Experimental de Caçador
  • Cassandro Vidal Talamine do Amarante UDESC/Centro de Ciências Agroveterinárias
  • Frederico Denardi Epagri/Estação Experimental de Caçador

Palavras-chave:

Malus domestica Borkh, ponto de colheita, armazenamento, atmosfera controlada, qualidade.

Resumo

Resumo – Este trabalho teve como objetivo identificar índices de maturação para o ponto ideal de colheita de maçãs ‘SCS426 Venice’ destinadas à comercialização imediata ou ao armazenamento. Os frutos foram colhidos semanalmente, em Fraiburgo, SC, no período de 144 a 172 dias após a plena floração (DAPF); avaliados um dia após a colheita, após armazenagem por 240 dias sob atmosfera do ar (AA) a 0,5°C e 265 dias sob atmosfera controlada (AC) a 0,7°C. Índices de maturação para maçãs ‘SCS426 Venice’ destinadas à comercialização imediata variam de 15,3 a 16,5 lb para firmeza de polpa, 12,9% a 13,4% para teor de sólidos solúveis (SS), 0,291% a 0,338% para acidez titulável (AT), 8,2 a 9,0 para índice de amido (escala 1 a 9) e 3,7 a 4,3 para índice de cor de fundo (escala 1 a 5). Índices de maturação para maçãs ‘SCS426 Venice’ destinadas à armazenagem (AA e AC) variam de 17,2 a 18,0 lb para firmeza de polpa, 11,8% a 12,5% para teor de SS, 0,350% a 0,356% para AT, 3,0 a 5,5 para índice de amido e 2,1 a 3,1 para índice de cor de fundo.

 

Biografia do Autor

Karyne Souza Betinelli, Bolsista FIEPE/CAV, Epagri/Estação Experimental de Caçador

Possui graduação em Ciências Biológicas pela Universidade do Oeste de Santa Catarina - UNOESC (2005). Especialista em Licenciamento Ambiental pela Universidade do Alto Vale do Rio do Peixe - UNIARP (2011). Pós-graduada a nível de mestrado em Produção Vegetal, na Universidade do Estado de Santa Catarina - UDESC (2016).

Mariuccia Schlichting De Martin, Epagri/Estação Experimental de Caçador

Possui Graduação em Agronomia (2011), Mestrado (2013) e Doutorado em Produção Vegetal (2015) pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC). Tem experiência na área de Fisiologia Vegetal e Tecnologia em Pós-colheita, com ênfase nos temas qualidade de fruteiras de clima temperado, armazenamento de frutos, nutrição mineral e manejo de doenças pós-colheita. Atualmente é pesquisadora na Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (EPAGRI).

Luiz Carlos Argenta, Epagri/Estação Experimental de Caçador

Graduado em Engenharia Agronômica (1986, Iniciação Científica CNPq) pela Universidade Federal de Pelotas, RS, mestre (1989, CNPq) e doutor (1999, CNPq) em Fisiologia Vegetal pela Universidade Federal de Viçosa, MG. Desenvolveu tese de doutorado (1997-99, CNPq e USDA) e pós-doutorado (1999-2000, USDA) em Fisiologia Pós-Colheitas de Frutas no United States Department Of Agriculture, ARS, Tree Fruit Research Laboratory, em Wenatchee, WA, USA. É pesquisador da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) desde 1990 e professor colaborador e orientador de estudantes de pós-graduação (Produção Vegetal) do Departamento de Agronomia da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) desde 2007. Tem atuado como consultor ad hoc para agências financiadoras de pesquisas e referee para revistas científicas nacionais e internacionais. A principal área de investigação tem sido fisiologia e tecnologia pós-colheita de frutas de clima temperado. Temas de pesquisa em andamento incluem caracterização das alterações fisiológicas e da qualidade de frutas associadas a modificações da temperatura e da atmosfera de armazenagem; análises de índices fisiológicos da maturação e da qualidade associados ao ponto ideal de colheita para novos cultivares e seleções avançadas de maçãs; caracterização das alterações fisiológicas e da qualidade de frutas de clima temperado resultantes de tratamentos com fertilizantes e reguladores de crescimento; e análises de outros fatores pré-colheita que afetam a conservação da qualidade de frutas durante a armazenagem. Contribuições científicas e tecnológicas realizadas em cooperação com outros pesquisadores incluem o desenvolvimento de método para aumento da frutificação de macieira com fenilurea TDZ, amplamente usado em pomares comerciais; caracterização da susceptibilidade de maçãs cv. Fuji ao dano por CO2; desenvolvimento de métodos de prevenção de danos por CO2 em maçãs cv. Fuji durante a armazenagem com antioxidante DPA e AC lenta; e desenvolvimento de protocolos aplicáveis ao uso tecnológico do inibidor da ação do etileno, 1-MCP, para maçã e caqui.

Cassandro Vidal Talamine do Amarante, UDESC/Centro de Ciências Agroveterinárias

Possui Graduação em Engenharia Agronômica (Universidade Federal de Pelotas / 1986), Mestrado em Fisiologia Vegetal (Universidade Federal de Viçosa / 1990), PhD em Fisiologia e Tecnologia Pós-Colheita (Massey University / Nova Zelândia / 1998) e Pós-Doutorado em Fisiologia Pós-Colheita (University of California - Davis / EUA / 2009). Atualmente é Professor Titular da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC) e Assessor Científico de diversos periódicos Nacionais e Internacionais. É Bolsista de Produtividade em Pesquisa do CNPq desde março de 2001, tendo publicado mais de 140 artigos científicos em periódicos Nacionais e Internacionais. É professor junto ao Programa de Pós-Graduação em Produção Vegetal da UDESC, orientando alunos de Graduação (orientou mais de 65 alunos bolsistas de Iniciação Científica), de Mestrado (Curso iniciado em março de 2003, tendo orientado 25 alunos de Mestrado) e Doutorado (Curso iniciado em agosto de 2010, orientando 8 alunos de Doutorado). É lider do Grupo de Pesquisa "Biologia e Tecnologia Pós-Colheita" do CNPq/UDESC, e coordenador de vários projetos de pesquisa aprovados por instituições nacionais de fomento (quatro projetos aprovados em Editais Universais do CNPq e dois projetos aprovados em Editais de Pesquisa da FAPESC). Tem experiência na área de Fisiologia Vegetal, com ênfase em Fisiologia Pós-Colheita, desenvolvendo diversos projetos de pesquisa com as seguintes culturas: maçã (Malus domestica), uva, pêra, pêssego, ameixa, feijoa, butiá, araçá, tomate e espécies frutíferas nativas do Sul do Brasil.

Frederico Denardi, Epagri/Estação Experimental de Caçador

Possui graduação em Agronomia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1977) e mestrado em Fisiologia Vegetal pela Universidade Federal de Pelotas (1980). Atualmente é pesquisador iii da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina S.A.. Tem experiência na área de Agronomia, com ênfase em Fruticultura de Clima Temperado, atuando principalmente nos seguintes temas: malus domestica, macieira, melhoramento genético, técnicas de pré-seleção e seleção de novas cultivares, frutas de clima temperado em geral, multiplicação de cultivares e porta-enxertos de macieira, precocidade e produção.

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Publicado

2017-10-06

Como Citar

Betinelli, K. S., De Martin, M. S., Argenta, L. C., Amarante, C. V. T. do, & Denardi, F. (2017). Estádio de maturação para colheita de maçãs ‘SCS426 Venice’. Agropecuária Catarinense, 30(2), 57-62. Recuperado de https://publicacoes.epagri.sc.gov.br/rac/article/view/41

Edição

Seção

Artigo Científico