Melhoramento de campo nativo

tecnologia fundamental para a preservação dos campos naturais

Autores/as

  • Ulisses de Arruda Córdova Epagri/ Estação Experimental de Lages
    • Nelson Eduardo Prestes Epagri/ Estação Experimental de Lages (aposentado)
      • Jefferson Araujo Flaresso Epagri/ Estação Experimental de Lages
        • Vilmar Francisco Zardo Epagri/ Estação Experimental de Lages

          DOI:

          https://doi.org/10.52945/rac.v37i1.1780

          Palabras clave:

          pastagens naturais, introdução de espécies, biodiversidade, serra catarinense, sobressemeadura

          Resumen

          As pastagens naturais são o ecossistema mais antigo do Sul do Brasil. Durante centenas de anos, essas pastagens foram utilizadas para criação de bovídeos, permanecendo praticamente com a mesma fisionomia. Nas últimas décadas, iniciou-se uma intensa substituição por outras atividades. Com o objetivo de viabilizar a pecuária em campo natural, pesquisadores de várias instituições sul-brasileiras geraram alternativas para aumentar a produtividade pela intensificação de seu uso. Em Santa Catarina, a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina/ Experimental de Lages (Epagri/EEL) desenvolveu e validou a tecnologia de melhoramento de campo nativo (MCN). Essa prática possibilita multiplicar a produtividade, tornando-o rentável, equivalente a atividades de maior densidade econômica. Este artigo tem o objetivo de resgatar o histórico do trabalho realizado com MCN no Planalto Sul de SC, demonstrando a alta produtividade quando utilizadas práticas recomendadas de processos e insumos e a possibilidade do pecuarista se manter numa atividade que pratica há aproximadamente três séculos.

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          Biografía del autor/a

          • Ulisses de Arruda Córdova, Epagri/ Estação Experimental de Lages

            Engenheiro-agrônomo e mestre pela UFSC. De 1986 a 2001 foi extensionista rural na Acaresc/Epagri. Em 2002 passou a integrar a equipe de pesquisa da Estação Experimental de Lages, atuando na área de pastagem, mais especificamente com melhoramento de campo nativo e avaliação de plantas forrageiras. De 2008 a 2016 liderou o Projeto Queijo Artesanal Serrano em SC, tendo coordenado a Indicação Geográfica “Campos de Cima da Serra”, que obteve a primeira Denominação de Origem para queijos brasileiros. Por vários anos foi colunista de jornais regionais, abordando temas sobre agropecuária e histórico-cultural da Serra Catarinense. Possui 342 publicações certificadas na Epagri, onde exerceu vários cargos de gestão.

          • Nelson Eduardo Prestes, Epagri/ Estação Experimental de Lages (aposentado)

            Possui graduação em Engenharia Agronômica pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC/RS), em 1983. Extensionista da Acaresc de 1984 a 1989, atuando nos municípios de Ponte Alta e Campos Novos. Pesquisador da Empasc na Estação Experimental de Campos Novos na área de manejo e conservação do Solo, de 1989 a 1991. Pesquisador da Estação Experimental de Lages (EEL) de 1991 a 2015, atuando com pastagens (naturais e cultivadas de clima temperado) e produção animal. Conclui mestrado em Zootecnia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em 1995, com ênfase em plantas forrageiras. Atuou como chefe da EEL de 1996 a 2001. Possui doutorado pela Udesc/CAV, em 2015, na área de Ciência e Produção Animal.

            ORCID: 0009-0001-1859-1254

          • Jefferson Araujo Flaresso, Epagri/ Estação Experimental de Lages

            Possui graduação em Engenharia Agronômica (1986, UDESC-CAV-Lages) e mestrado em Zootecnia-Plantas forrageiras (1989, UFRGS). Ingressou na Empasc em 1990, depois Epagri em 1992 onde atuou como pesquisador em avaliação de plantas forrageiras e pastagens até 2008 na Estação Experimental de Ituporanga. Nesta unidade atuou como gerente técnico no período de 1992 até1993. Em 2008 transferiu-se para a Estação Experimental de Lages, onde atua até hoje como pesquisador na mesma área já referida. Possui 209 publicações certificadas pela Epagri.

            ORCID: 0000-0003-1048-8284

          • Vilmar Francisco Zardo, Epagri/ Estação Experimental de Lages

            Possui graduação em Medicina Veterinária pela Universidade Federal do Paraná (1983), mestrado em Zootecnia pela Universidade Federal de Minas Gerais (1989) e especialização em Homeopatia (2008) pelo Instituto Benoit Müre, Florianópolis, SC. Atualmente é agente técnico de nível superior III da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina. De abril de 2007 a julho de 2017 atuou como Gerente da Estação Experimenta de Lages – Epagri. Desenvolve trabalhos na área de Zootecnia, com ênfase em Manejo de Animais, atuando principalmente nos seguintes temas: produção animal, ovinocultura, raça Flamenga e clínica homeopática veterinária.  Possui 29 publicações certificadas pela Epagri.

            ORCID: 0000 0001 7557 2933

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          Publicado

          2024-05-14

          Número

          Sección

          Artículo: Revisión de la literatura

          Cómo citar

          Melhoramento de campo nativo : tecnologia fundamental para a preservação dos campos naturais. (2024). Agropecuária Catarinense, 37(1), 77-84. https://doi.org/10.52945/rac.v37i1.1780