Modelo biometeorológico para a estimativa da distribuição temporal e espacial de gerações do Aedes aegypti em Santa Catarina, Brasil
DOI:
https://doi.org/10.52945/rac.v38i1.1812Palavras-chave:
Temperatura, Mosquito da dengue, ecologia, modelagemResumo
O objetivo deste trabalho foi desenvolver um modelo biometeorológico para a estimativa da distribuição temporal e espacial da duração e número de gerações do mosquito Aedes aegypti (L.) (Diptera: Culicidae) para Santa Catarina, com base em dados de temperatura coletados em estações meteorológicas. O estudo foi baseado nas constantes térmicas da espécie e na série histórica de temperaturas horárias das estações meteorológicas automáticas da Epagri em Santa Catarina, entre 2001 a 2023 para Florianópolis e de 37 estações meteorológicas automáticas para o ano de 2022-2023. A estimativa da duração e número de gerações foi efetuada com uma equação quadrática relacionando o desenvolvimento do A. aegypti com as temperaturas médias horárias. Os cálculos possibilitaram determinar a duração em dias do ciclo ovo a fase adulta, sua distribuição mensal, número anual e a média histórica mensal de gerações. As condições de temperatura em Santa Catarina permitem a A. aegypti desenvolver, em média, 19 gerações anuais, com 1 a 2,5 gerações ao mês. A duração estimada do ciclo de vida variou de 10 a 30 dias de acordo com os meses do ano. O modelo possibilita calcular e disponibilizar a dinâmica temporal e espacial do número de gerações do mosquito, com base nas temperaturas horárias do ar provenientes de redes de estações meteorológicas.
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